O Encontro de Intensificação de Pastagens, realizado em Ribeirão Preto, pela Scot Consultoria, trouxe entre os destaques a palestra de Jefferson Piccini, gerente de soluções do Banco do Brasil, que falou sobre as tendências para uma pecuária mais sustentável.
Piccini enfatizou a importância da gestão como elemento-chave para acompanhar as transformações da pecuária, com maior tecnificação e produzindo mais em uma área menor. “Gestão é fundamental para intensificar o processo produtivo, para entender o mercado, como vão se comportar os preços e como devo me posicionar. Tecnologia, sem gestão, é apenas um gasto”, afirmou.
Pastagens e Crédito
Entre os tópicos abordados pelo executivo, estava a recuperação de pastagens degradadas. Para o executivo isso vai contribuir com produtividade brasileira na produção de proteína animal. Dados apresentados mostram que a recuperação do pasto pode elevar a produção de arrobas por hectare em até cinco vezes, ou até mesmo dez vezes, dependendo das tecnologias aplicadas. “Esse processo não só melhora a eficiência produtiva, mas também contribui para a captura de carbono e a regeneração do solo, elementos fundamentais para uma pecuária mais sustentável”, explica.
Outro tema discutido foi o acesso ao crédito. Piccini explicou como o Banco do Brasil está alinhado com políticas públicas voltadas à descarbonização da agropecuária. Com o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas, o governo deve dispor de US$ 1,3 bilhão, recurso que vem do Fundo Clima, com juros de 6,5% ao ano. Uma linha barata e um incentivo para que produtores adotem boas práticas agropecuárias e tecnologias sustentáveis.
Rastreabilidade

O primeiro piloto dessa parceria foi lançado neste mês de outubro, com produtores já participando e recebendo incentivos financeiros pela produção de animais rastreados. A iniciativa promete não apenas cumprir requisitos legais, mas também proporcionar vantagens econômicas significativas aos pecuaristas, sendo um avanço importante para o setor agropecuário brasileiro.
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